A Chuva de Hoje

Enfim

A chuva veio e com ela

Todos os anseios de dias melhores

De dias de paz, serenidade e harmonia.

Difícil é aceitar

A realidade ao nosso redor,

Tanta insensatez

E imoralidade

Que mesmo com a chuva

Molhando o papel que escrevo

Não deixo de imaginar

Dias em que todos

Tenham acesso de verdade

Aos seus direitos

E dêem eficácia ao seu papel

De cidadão.

Minha história se confunde

Com a história do Brasil

E mesmo calado

Produzo peças

Que o tempo há de juntar

Para a engrenagem

Que move essa nação

Funcionar na plenitude

Utilizando os seus grandes rios

Para pulsar ainda mais

Esse território

Em forma de coração.

Não me aguento

E desfaço toda frieza

Que existe em mim

E pego fogo aquecendo

Quem quer que se perca

Nesse colo agradável

Exalando perfume de paixão.

Só o patriotismo,

Característica intrínseca

Deste louco poeta,

É forte o suficiente para aguentar

As pancadas da vida.

Sorrir com sensatez

E planejar com lucidez

Desenvolvem ações positivas

No pensamento global da sustentabilidade;

A tríade coração, razão e ação

É o basilar

Dessa construção.

Meu coração acelera

Ao ouvir o Hino Nacional,

Mas não há som nenhum tocando

É apenas a lembrança

De algo importante para mim.

Entendimento

Não entendo muito bem

O que se passa nesse país de maravilhas…

Ops

(Um momento

De eterno silêncio,

Num segundo)!
Há uma sincronia do tempo

Na linha histórica nacional,

Repetindo mesmas situações.

Fico sem entender muito bem

O que se passa nesse país.
Mas nem é só com o país

É com tudo

É muita falta de compreensão em tudo

Que fico cada vez mais

Sem muito bem entender.
É tão fácil conviver

É tão fácil sorrir

Problemas todos nós temos

E convivemos

É como respirar

É oxigênio para gente movimentar

Motivar

Sair do conforto que a lamentação

Pode provocar,

Problemas são apenas problemas.
Tenho tantos problemas

Que afligem noites e noites de sono,

Mas acordo cedo

E como bom brasileiro abro o belo sorriso

E vou para a labuta ver o sol nascer

É como poesia no fim do dia

Ver o pôr-do-sol…

(Suspiro)

A descrição que sinto

Ao ser o melhor de mim todos os dias

E me honrar no patriotismo

E respeito

Da cidadania que exerço.
Sorrir é lindo demais,

Não significa tapear o sol com a peneira,

Significa viver

Respirar, correr e ser feliz

Tristeza faz parte,

Mas tem que ser poucos porcento!

Fico sem entender o porquê

Muito bem

O que se passa com essa geração

Individualista

(In)familiar

Onipresente no coração

Longe do calor humano.
Fico sem entender

Como não conhecemos a Deus muito bem,

Como deveríamos.

E como lutamos contra nossos instintos

Doutrinados pelo tempo

Na história desse Brasil.
São poucas exclamações

E também interrogações.

Tudo tem que ser dito

Separados por ponto e vírgula,

Acompanhados de ponto final.

Não entendo muito bem

O que eu sou de profissional

O que eu sou de filho ou irmão

Não entendo muito bem

O que eu sou para o mundo

O que eu sou para o Brasil

Não entendo muito bem

O que é a vida ou o que sou pra ela

E o que ela tem pra mim.
Você também não deveria ter essa certeza.

E não deveria ter medo

Deveria viver

Viver em harmonia

Viver feliz

Viver junto de tudo aquilo que lhe faz bem

Que relembre como é bom

Ter as bochechas doendo

De tanto sorrir,

Isso eu não fico sem entender!
Sou mestre no sorriso

Sou encantador, porque eu vivo.

Acordo cedo

Tomo um café,

Se tiver o pão de queijo

Melhor ainda!

Troco por um bolo de banana fácil!

Meu Brasil é muito lindo,

Apesar de judiado.
Não entendo muito bem

O que se passa por aqui,

Talvez seja porque eu entendo demais

O que se passa

Dentro dessa mente brilhante

E desse coração gigante

Fonte da mais pura

Inspiração!
Não viva a vida em vão.

Silence

A maior poesia de amor

É aquela que vive no tempo,
Que se interpreta ao relacionar

Manoel Bandeira

Machado de Assis

Eça de Queiroz

E quem sabe

O velho sergipano do cordel!
Na verdade,

Ninguém sabe a realidade de amar.

É simples!

É verbo e

Talvez o branco

Só signifique paz

E o tom irônico deixa rastros

Na ignorância do interlocutor…

É uma pena no mundo de hoje

O vício ser apenas

Tecnológico.
Ah… falta de filosofia nas escolas,

Mas há falta de interesse

No conhecimento.

De que adianta?

De qualquer forma

O desinteresse não seduz.

Ultimamente os jornais

Trazem notícias sérias

Em tons tão banais

Que quando um poeta

Fala de amor

Ele passa a ser um homem sagaz.

Talvez aceite uma dose de café

E um pouco de paz.
Na ausência de palavras,

Eu lamento.

Entretanto não sou eu quem vai morrendo…

Morre aos poucos

Aquele que não sabe interpretar a poesia

Talvez se salvem os loucos

Por desbravar os detalhes

De cada palavra escrita

(Pudera pensada)

Nos ladrilhos de cada homenagem

Que um dia já proferi.
Em cada contexto

Um texto e

Milhares de interpretações.

Um sentimento,

Uma verdade;

Abra a mente para mais.

Abra! Abra!

Abracadabra!

Só isso aqui

Não pode e parece que satisfaz,

Mas só parece,

É isso aí!

– Silêncio!
No silêncio,

A maturidade que já vinha percebendo.

Queria estar aí para me despedir.

Talvez seja porque o despedir

Sempre muda algo em mim

Desde que foi dado o fim,

Numa incessante loucura

Que um dia não mais se sustentou.
Mas tudo muda. Enfim.

Ainda bem, amém.
Eu só queria estar aí para me despedir,

Mais uma vez nessa semana.

Inusitado o destino,

Que por vezes é traiçoeiro

E outras sensacional,

Cruzar olhares quase próximos ao sinal…

Isso sim é o sinal!
E o corpo todo treme agora,

Enquanto escrevo

Sinto como se estivesse revivendo

Todos os momentos felizes que tivemos.
Estes são os únicos que eu lembro,

Os demais são experiências

E essas não marcam o coração,

Fortalecem a vida

Quando tudo que se tem é ação

E a reação é perceptível aos olhos nus.
Não há espaço para experiências no coração,

Não que esteja completo,

Guardo apenas o que é eterno

E por isso vez ou outra

Este sorriso aparece

Falando sempre de amor.

Isso é concreto

E gostaria de agora

Parar um pouco de tremer

E de arrepiar.
Quero ter notícias suas

E trocar meia dúzia de palavras

Como se tudo fosse normal,

Mas é bom evitar esse olhar!

Tão intenso que se você fechar os olhos vai lembrar…
(…)
Sentirá em seus lábios os meus,

Como no primeiro beijo que me deu;

Lembrará do vestido branco

E da mesma expressão 

Que sempre acompanhou meu olhar

Ao encontrar desesperado o seu.
Voa sim em busca dos seus sonhos!

Você fica irresistivelmente atraente assim!

Não pude me conter

Em te desejar perdidamente de paixão

Ao ver você viver!

Vá e encontre o conhecimento que precisa

Para fazer a diferença na vida desse povo

Carente de estrelas como você.

Vá e seja feliz,

Torço por você!
Torço por você,

Mas meu coração está apertado

E por isso gostaria de estar aí.
Para me despedir.
Dessa vez com um beijo

Para que levasse essa recordação de mim.

Faltou apenas isso,

Você já leva meu coração;

Leva também minha promessa,

Leva na memória

O que há de bom.

Leva também meu amor,

Porque sabe disso,

Não me canso de falar

E é impossível abafar

Ou calar

Esse amor.
Esconderei ele

Até chegar o dia

Em que te verei novamente.
Apenas dê notícias,

Eu vou gostar.

Um dia a gente se vê na capital!

No Planalto Central!

Tchau!

Despedidas

Indecifrável


O que seria a vida, 
Senão um infinito 

Limitado pelo tempo? 

Uma colossal experiência 

Do desconhecido. 

A vida é uma dádiva! 

Não importa o cenário, 

O palco é sempre o mesmo.

Somos atores da vida!

Sorria e lembre 

Que mesmo finita

É infinito o que carregamos

Nos nossos corações.

Ponto Final

De todos os pontos 

O ponto final é o mais duvidoso,

Pois nele se vê sutileza

Tanto no que fica pra trás 

Quanto no que vem pela frente.

Tem um gosto doce

E amargo,

Tem intrínseca a reticência

Mesmo sem ela aparecer.

De todos os pontos 

O ponto final é algo que fascina,

Por mais que seja forjado

Pelo medo do amanhã.

Um ponto final conta a história 

E abre espaço para uma nova construção.

Hoje um ponto final,

Ao entrar no ônibus 

Um novo começo.

A Onda

O menino corria batendo a sola dos pés

Na água rasa do mar

Que beirava a praia

Inusitadamente.

Ficavam as marcas pelo chão,

Mas não se eternizaram.

Acompanhava a gaivota

Como se estivesse contente

E estava!

O menino voltava ao mar!

No fundo desse cenário

Uma canção cheia de sentimentos

Invade a lembrança

De cada um de nós,

É tão singular a individualidade

Existente em cada coração que bate

Em ritmos desiguais…

O importante não é a forma

Nem a quantidade,

Mas sim a essência.

Em orações e clamores

O não para a guerra

E sim para o amor,

Aquele mesmo amor que arde sem se ver…

Mas isso não importa agora,

O que importa é viver!

Porque marca deixada na areia

Pela sola do pé daquele menino

Logo irá embora…

Olha a onda! Olha a onda!