Samba

Não sei muito bem

O que acontece por aqui,

Há tanto grito abafado

Silenciado.

Há o vazio,

Enfim.

Surpreendente é

O sorriso no rosto

Enquanto as lágrimas

Deveriam escorrer como rios

Chegando ao mar,

Em fúria.

Eu estou em fúria

E amargo o pesar

De frustrações

Que fortalecem o ser.

Não sou

E nunca fui tão convencido

Ao ponto de acreditar

No infinito em mim.

Sou suspiro

E garrancho de menino

Na parede da escola,

Sou o corte da memória

Levando direto ao ponto

Histórias de amor.

Por favor,

Não desvie seu olhar de mim

E da minha genialidade!

Sorria!

Sorria!

Sorria…

Deixe que passe a agonia.

Por aqui,

A morte – que dançava

Bucólico tango –

Hoje caiu no samba!

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Intimida

Seu olhar me intimida

E parece ter o mesmo desejo

Que o meu,

Talvez seja isso mesmo

Ou só minha coragem

Incentivando com que

Eu converse com você.

É que minha boca

Não aguenta mais

Cruzar com a sua

E não tocar;

Uma coisa louca

Só de pensar…

Não tenha medo,

São só minhas mãos

Te abraçando pela cintura,

Nesse sonho

Que tive acordado,

Ao te observar.

Ah, mulher,

Eu sei o que eu quero

E o prazer que minha companhia

Pode proporcionar.

Falarei coisas que só você

Poderá decifrar,

Cantarei e irei acertar

Palavras belas

Em textos que não foram escritos;

Na janela do teu quarto.

Neste inverno

Não há lugar mais quente e aconchegante

Que estes braços,

Servido os mais doces sonhos

De bandeja pra você.

1001 noites de poesia

Ao seu ouvido

Ao vivo

Só para garantir o lazer,

Já vim até aqui

Agora vou beijar você.

Gente

Antes tinha medo da morte

Hoje uma atração sedutora por ela

Quase uma utopia

Quase uma paixão

Tão fulminante quanto infarto

Interessante…

Afinal, o que quer que eu diga?

Foste tu,

Alma perdida

Suplicando pela pena

Dos olhares cruéis

Desse desinteresse social.

Brasil,

Um país sem igual!

E Antônio chamou

O tal deputado de ladrão

E este sorriu!

Sorriu tanto que contagiou o país!

Não é que pouco tempo depois

Se tornou presidente…

Antônio nele votou

E ainda lhe presenteou

Com uma caixa de pasta de dente!

(Branco absoluto,

Ele pensou)

Para manter o sorriso bonito

Daquele cara que mente.

O que se passa nessa mente?

Demente.

O que se passa nessa vida?

Fico doente…

Justamente por isso

Antes eu tinha medo da morte

Hoje eu tenho dos dentes.

Ou da dor de dente,

Tenho mesmo medo

De gente.

Quintal


Molhando a grama

Por quilômetros sem parar

Veio a sede

Sede de amar
Não haviam flores no chão

Muito menos

Inspiração para a canção

Que estaria por ser cantarolada
Molhava a grama com o suor

Dos dias de trabalho a fio

Tentando encontrar a paz

Em covil de cobra criada
O sorriso onipresente

Atraiu vários sorrisos,

Muitos murchos

Muitos sem sal

Alguns de hipocrisia

Com um toque de igualdade
Algo fantástico brilhava de longe,

Aos poucos o jardineiro foi chegando

Se aproximando e apaixonando…

Era um sorriso sem igual

Ímpar, singular

Prazeroso em se perder,

Perigoso…
O sorriso da flor

Que morava sozinha em seu jardim,

Não queria mais sair dali.

Não se sabe se são seus braços

Ou o perfume,

Pudera o beijo espetacular?

Pensar nisso já é normal!
Em dois dias

Aquele jardim

Se tornou o quintal do coração.

A Chuva de Hoje

Enfim

A chuva veio e com ela

Todos os anseios de dias melhores

De dias de paz, serenidade e harmonia.

Difícil é aceitar

A realidade ao nosso redor,

Tanta insensatez

E imoralidade

Que mesmo com a chuva

Molhando o papel que escrevo

Não deixo de imaginar

Dias em que todos

Tenham acesso de verdade

Aos seus direitos

E dêem eficácia ao seu papel

De cidadão.

Minha história se confunde

Com a história do Brasil

E mesmo calado

Produzo peças

Que o tempo há de juntar

Para a engrenagem

Que move essa nação

Funcionar na plenitude

Utilizando os seus grandes rios

Para pulsar ainda mais

Esse território

Em forma de coração.

Não me aguento

E desfaço toda frieza

Que existe em mim

E pego fogo aquecendo

Quem quer que se perca

Nesse colo agradável

Exalando perfume de paixão.

Só o patriotismo,

Característica intrínseca

Deste louco poeta,

É forte o suficiente para aguentar

As pancadas da vida.

Sorrir com sensatez

E planejar com lucidez

Desenvolvem ações positivas

No pensamento global da sustentabilidade;

A tríade coração, razão e ação

É o basilar

Dessa construção.

Meu coração acelera

Ao ouvir o Hino Nacional,

Mas não há som nenhum tocando

É apenas a lembrança

De algo importante para mim.

Entendimento

Não entendo muito bem

O que se passa nesse país de maravilhas…

Ops

(Um momento

De eterno silêncio,

Num segundo)!
Há uma sincronia do tempo

Na linha histórica nacional,

Repetindo mesmas situações.

Fico sem entender muito bem

O que se passa nesse país.
Mas nem é só com o país

É com tudo

É muita falta de compreensão em tudo

Que fico cada vez mais

Sem muito bem entender.
É tão fácil conviver

É tão fácil sorrir

Problemas todos nós temos

E convivemos

É como respirar

É oxigênio para gente movimentar

Motivar

Sair do conforto que a lamentação

Pode provocar,

Problemas são apenas problemas.
Tenho tantos problemas

Que afligem noites e noites de sono,

Mas acordo cedo

E como bom brasileiro abro o belo sorriso

E vou para a labuta ver o sol nascer

É como poesia no fim do dia

Ver o pôr-do-sol…

(Suspiro)

A descrição que sinto

Ao ser o melhor de mim todos os dias

E me honrar no patriotismo

E respeito

Da cidadania que exerço.
Sorrir é lindo demais,

Não significa tapear o sol com a peneira,

Significa viver

Respirar, correr e ser feliz

Tristeza faz parte,

Mas tem que ser poucos porcento!

Fico sem entender o porquê

Muito bem

O que se passa com essa geração

Individualista

(In)familiar

Onipresente no coração

Longe do calor humano.
Fico sem entender

Como não conhecemos a Deus muito bem,

Como deveríamos.

E como lutamos contra nossos instintos

Doutrinados pelo tempo

Na história desse Brasil.
São poucas exclamações

E também interrogações.

Tudo tem que ser dito

Separados por ponto e vírgula,

Acompanhados de ponto final.

Não entendo muito bem

O que eu sou de profissional

O que eu sou de filho ou irmão

Não entendo muito bem

O que eu sou para o mundo

O que eu sou para o Brasil

Não entendo muito bem

O que é a vida ou o que sou pra ela

E o que ela tem pra mim.
Você também não deveria ter essa certeza.

E não deveria ter medo

Deveria viver

Viver em harmonia

Viver feliz

Viver junto de tudo aquilo que lhe faz bem

Que relembre como é bom

Ter as bochechas doendo

De tanto sorrir,

Isso eu não fico sem entender!
Sou mestre no sorriso

Sou encantador, porque eu vivo.

Acordo cedo

Tomo um café,

Se tiver o pão de queijo

Melhor ainda!

Troco por um bolo de banana fácil!

Meu Brasil é muito lindo,

Apesar de judiado.
Não entendo muito bem

O que se passa por aqui,

Talvez seja porque eu entendo demais

O que se passa

Dentro dessa mente brilhante

E desse coração gigante

Fonte da mais pura

Inspiração!
Não viva a vida em vão.