Dreamer

I dreamed that it could be
Whoever my imagination formed,
My graduation is in creativity.
And I specialized in high flights
On the slopes that life gives.

Not always is my truth eternal,
My life changes with an exchange of clothes,
Only my mood could find
Certain harmony.

Life guided me with a star,
So that I could sail without fear
Through the deep waters of metamorphosis
Of the feelings intrinsic to me!

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Vandalism

When looking at the sky
I realize the loneliness of the stars
That in my eyes
They seem so connected.

The near and far are so relative …
What is impossible
To an immortal heart?

In such moments
The body vandalizes the psychological,
And reflected by the members
All pain.

Memories are comfort of joy,
But everything I wanted
He was losing me in his arms.
On another night,

In the fire of passion.

Navegante

* Para uma pessoa especial *

Meus dedos querem navegar
Por entre estes teus cabelos pretos
E em pensamentos flutuar
Desbravando este tempo.

Teus lábios em choque com os meus
Acenderam o alerta de perigo,
Mas de nada tenho medo,
Imagina então do amor.

Me lanço no espaço desse abraço
E perco a noção da realidade,
Pois desejo viver nestes braços
E me encontrar em seu olhar.

Não há distância suficiente
Para separar a emoção que sinto
Em abrir o seu sorriso delicado
Tão próximo deste meu.

Que sua mão esteja sempre junto a minha,
Vou te levar para viajar
E transportarei em um único beijo
Você pelo céus e mar.

Caso seja impossível para você,
Para mim nada é inalcançável,
Pensarei forte e com carinho
Para assim te teletransportar em mim.

Ainda bem que te quis assim,
Se não fosse tão real e verdadeiro
Deixaria de conhecer o universo
Que existe em você.

Na ternura destes dias eu vivi
Algo que jamais pudesse imaginar,
Ainda bem que te conheci
E reaprendi apaixonar.

Na velha história o navegante
Que saiu para o mar,
Um dia voltou aos lábios
De quem ficou a esperar!

Déjà-vu

O que eu quero com você?
Um abraço
Um beijo
Uma noite
Um desejo
Talvez a eternidade
De uma vida inteira
Ou de um segundo.
Quero a verdade de sua nudez,
Nesses pensamentos
Que não saem de sua cabeça,
Tão puros em paixões eloquentes.
Quero meu céu em degradê,
Que seja a aurora boreal,
Num outono de folhas secas pelo chão.
Quero que seus olhos se percam
No prazer da minha presença
E que seu arrepio seja sempre
Meu melhor déjà-vu.

O Verbo de Platão

No simples fato ocorrido,
Há filosofia do verbo usado.
Como se nada parecia,
Acontecia e ninguém via;
Talvez pré-socráticos
Fossem também detentores
Da teoria confortável dos céticos,
Idolatrando o mundo das perguntas
E esquecendo que a verdadeira resposta
Está nos lábios que esta sedenta boca
Saliva de vontade e desejo
De beijar profundamente
Intensamente
Eternamente enquanto houver
Estrelas no céu…
Para viajar pelo universo,
Guiado pelo amor
– este o verbo –
De um envolvimento tão intenso
Que a última tempestade
Quase apagou.
Quase, bem claro de se ler e sentir
Aí do outro lado,
Onde pudera ouvir o verso oculto
Que guardei por aqui.
Platão deixou bem claro
O que queria desde o início, enfim,
E faz pagar os pecados
Aqueles que se perderam
No mundo da reflexão;
Ainda bem que legou ao planeta
Uma conversa interessante
Sobre o amor.
Hermenêutica a parte,
Pega mal falar aqui.

Coltrane

John-coltrane

Escutando Coltrane

Como uma fuga à realidade,

Vejo a fumaça esmaecer

As luzes da cidade

Agora cheia de cinzas

Do episódio ali retratado.

Até parece uma analogia

Ao pecado,

Imposições sarcásticas

De influências religiosas

Num estado laico

Por direito adquirido.

Luzes acesas e as cinzas

Caindo como flocos de neve.

Talvez fosse o caração

Dando sinal de fraqueza

Num momento oportuno

Para ser forte.

Tudo fica confuso demais,

Parando para refletir

Tudo sempre foi

Confuso demais.

Deve ser porque vez ou outra

O planeta vira de ponta cabeça

E roda demais…

De mãos dadas

E atadas a pensamentos,

Um grito ensurdecedor de um saxofone

Pode levar aos mais eternos

Entretenimentos astrais.

Aeroporto do Destino

Ele nasceu pra voar e sabia disso,
Se coçava como cão sarnento
Quando estacionava-se no angar.
A vida na sociedade
Era um eterno estacionar,
Ainda assim a vida era quase irritante
Insistindo em prosseguir.
Haviam alguns anos
Algumas quedas deixaram marcas
Em sua carcaça e história.
Há lucidez nessa vida
Ou só mais um nó.
Ele era vida e estava preso
Era vitória e conhecia de perto o fracasso
Não tinha medo
E sim pedras amarradas em seus pés;
Avião ancorado
Tipo barco no mar
Tipo eu e o turismo
Um destino a selar.

Os anos podem passar.
O avião, o barco, o mar
O turismo
Devem esperar
Se os mestres não conseguem
Engraxar por vez ou outra suas criações
Uma chuva, séria e turbulenta tempestade
Lavará a ferrugem
Energizando a fuselagem
Fazendo brilhar a máquina potente
Capaz de cruzar oceanos
E os mais densos universos!
Enquanto houver combustível,
Lágrimas nos olhos serão como a visão
Do cockpit em dias de chuva
E muita turbulência,
Com esperança
E dedicação suficiente para chegar ao foco.

Pousar com segurança
No aeroporto do destino.Ele nasceu pra voar e sabia disso,
Se coçava como cão sarnento
Quando estacionava-se no angar.
A vida na sociedade
Era um eterno estacionar,
Ainda assim a vida era quase irritante
Insistindo em prosseguir.
Haviam alguns anos
Algumas quedas deixaram marcas
Em sua carcaça e história.
Há lucidez nessa vida
Ou só mais um nó.
Ele era vida e estava preso
Era vitória e conhecia de perto o fracasso
Não tinha medo
E sim pedras amarradas em seus pés;
Avião ancorado
Tipo barco no mar
Tipo eu e o turismo
Um destino a selar.

Os anos podem passar.
O avião, o barco, o mar
O turismo
Devem esperar
Se os mestres não conseguem
Engraxar por vez ou outra suas criações
Uma chuva, séria e turbulenta tempestade
Lavará a ferrugem
Energizando a fuselagem
Fazendo brilhar a máquina potente
Capaz de cruzar oceanos
E os mais densos universos!
Enquanto houver combustível,
Lágrimas nos olhos serão como a visão
Do cockpit em dias de chuva
E muita turbulência,
Com esperança
E dedicação suficiente para chegar ao foco.

Pousar com segurança
No aeroporto do destino.