Aeroporto do Destino

Ele nasceu pra voar e sabia disso,
Se coçava como cão sarnento
Quando estacionava-se no angar.
A vida na sociedade
Era um eterno estacionar,
Ainda assim a vida era quase irritante
Insistindo em prosseguir.
Haviam alguns anos
Algumas quedas deixaram marcas
Em sua carcaça e história.
Há lucidez nessa vida
Ou só mais um nó.
Ele era vida e estava preso
Era vitória e conhecia de perto o fracasso
Não tinha medo
E sim pedras amarradas em seus pés;
Avião ancorado
Tipo barco no mar
Tipo eu e o turismo
Um destino a selar.

Os anos podem passar.
O avião, o barco, o mar
O turismo
Devem esperar
Se os mestres não conseguem
Engraxar por vez ou outra suas criações
Uma chuva, séria e turbulenta tempestade
Lavará a ferrugem
Energizando a fuselagem
Fazendo brilhar a máquina potente
Capaz de cruzar oceanos
E os mais densos universos!
Enquanto houver combustível,
Lágrimas nos olhos serão como a visão
Do cockpit em dias de chuva
E muita turbulência,
Com esperança
E dedicação suficiente para chegar ao foco.

Pousar com segurança
No aeroporto do destino.Ele nasceu pra voar e sabia disso,
Se coçava como cão sarnento
Quando estacionava-se no angar.
A vida na sociedade
Era um eterno estacionar,
Ainda assim a vida era quase irritante
Insistindo em prosseguir.
Haviam alguns anos
Algumas quedas deixaram marcas
Em sua carcaça e história.
Há lucidez nessa vida
Ou só mais um nó.
Ele era vida e estava preso
Era vitória e conhecia de perto o fracasso
Não tinha medo
E sim pedras amarradas em seus pés;
Avião ancorado
Tipo barco no mar
Tipo eu e o turismo
Um destino a selar.

Os anos podem passar.
O avião, o barco, o mar
O turismo
Devem esperar
Se os mestres não conseguem
Engraxar por vez ou outra suas criações
Uma chuva, séria e turbulenta tempestade
Lavará a ferrugem
Energizando a fuselagem
Fazendo brilhar a máquina potente
Capaz de cruzar oceanos
E os mais densos universos!
Enquanto houver combustível,
Lágrimas nos olhos serão como a visão
Do cockpit em dias de chuva
E muita turbulência,
Com esperança
E dedicação suficiente para chegar ao foco.

Pousar com segurança
No aeroporto do destino.

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Freud Explica, compondo a canção.

Mesmo assim
Enquanto o lá procurava
Uma afinação,
O mundo conspira em si menor
Para o eufemismo da vida!

O sol era a vida.
Ponto final.
Não há sentido em letras
Nos papéis que se entregam
Em plena luz do dia.

Nativo da cultura nacional
Sentia o sangue ferver,
Mesmo assim
O acorde não são tão sonoro
Nada mais era como antes
Antes fosse tudo como quando
Ria-se a todo instante
Ansiedade que mata
Somos todos santos
E demônios dentro de nós mesmos.

Aonde está a melodia
Escondida da vida,
Entretanto se contorcendo no palco,
Brincando de felicidade
No palco da ilusão.

Raramente alguém se entrega
Como o poeta a sua canção,
É como se um fizesse parte do outro
E mesmo assim não saber
Quem é quem
Nesses dias tão desleais.

Amanhã será sempre um outro dia para compor
E a rosa há de clamar pelo amor
Da chuva que cai nessa primavera
– Graças a Deus.
A extensão desse fá sustenido
Antes do sol se pôr
Desenha em pensamentos angelicais
O puro e verdadeiro amor.

Há saudades de muito tempo
Escondidas na escuridão,
Por isso que as vezes
Um tom menor dita as regras do jogo
Transformando música em emoção
De não saber qual a reação
Ao decifrar os códigos padrões
Freudianos, porque Freud explica.

Uma Bossa Nova para dormir

Eu não tenho medo de cantar desafinado
Tenho coragem de te olhar nos olhos
E na intensidade te acordar com um beijo
Estando no infinito ímpeto desejo.

Escancarada a voz de um imortal
Aos poucos registrando no eteno
Não há paixão com entrega registrada e data certa
Assim prefiro o big bang desse momento.

Uma bossa nova finaliza a noite de saudades
Que alegra a simplicidade desse coração de poeta
Há vida na estrada que percorro ao descobrir
Dia-a-dia esses beijos sensacionais.

A primavera chegou me proporcionando a oportunidade
De explorar mais um ano de vida
Floresceu esse jardim de gramas verdes cintilantes
A flor bela que encanta!

(…perfumando esse admirador!)

Vida de Cão

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E quando tudo transita para começar dar certo

Um balde de água fria acorda o cachorro

Que sonhava acordado com um grande feito,

Roer e roer o seu osso

(ainda que fosse impossível,

Por ser duro de roer).

 

E tacam pedra no cachorro

E tacam fogo no cachorro

E tacam água fria no coitado…

Já não bastava ele mais solitário em seu canto

Tinham que dar risadas maldosas

Ao sofrimento daquele vira-lata.

Virando latas a procura do sonho perdido,

Talvez queria ele apenas um frango frito.

 

O tempo é uma incógnita. Incrível!

Por vezes alguém vinha alimentar o cão carente

Com alegria

Com entorpecente.

Por vezes vinham alimentar

Com carinho e compaixão.

Mas isso era só as vezes.

Bem as vezes.

 

Antigamente ele tinha pedigree

Hoje não tem forças nem mais para reagir,

Cansou de latir.

Seja por desespero, medo ou raiva

A angústia tomou conta daquele corpo

E dilacerou sua alma

O tornando atônito.

A vida quis assim…

 

Coitado daquele cão,

Que ganhou na competição uma estrela

E que hoje vive na amargura

Servindo de piada

Àqueles que detonam sua estrada.

Em um assobio se coloca à prontidão,

Sendo o melhor amigo

Daqueles que nunca lhe estendem a mão.

 

Cão!

Oi!

Au, au…

Mar Envolvente

Em busca da terra encantada
Encontrei em curvas teus lábios
E conheci o paraíso que habita
Nesse beijo pudico, encaixado em simetria

O boa noite virou bom dia
E esses olhos se enchem de alegria
Ao saber que irá permanecer
Por longas e longas noites de prazer

Talvez assim você desbrave
Emoções desconhecidas
E descubra a sensação
De se jogar neste mar que te envolve

Minha Inspiração Nordestina

Um beijo leve que parece flor de laranjeira
Um beijo leve que me leva a navegar
Vem menina, vem me amar
Vem menina ver o mar

Um tom suave que combina com você
Um corpo belo de fazer enlouquecer
Dança comigo mulher
Vem me fazer sonhar

Vem menina, vem me ver
Vem menina amar o mar
Vem menina, vem me amar
Vem menina ver o mar

O Quarto

holographic-universe

Um som ecoa neste universo do meu quarto,

Ecoa… ecoa… recua à minha percepção

Milhões e milhões de vezes

Como se a origem destas estrelas

Estivesse na pequena caixa coração.

 

São flores cuspidas em sorrisos alarmantes,

Não há razão para preocupar

A música toca e os passos são lentos e rápidos

Tudo uma questão de instantes

Acontece em uma dança de pura sensualidade.

 

São planetas e constelações em plena mutação

Ou meus olhos observam cegamente um paradoxo,

Enxergam sem hesitar o vácuo de sentimentos

Existentes aqui.

São quatro paredes de muita imaginação

As guardiãs de todo esse tornado avassalador

Na clausura do calabouç0 em mim.

 

Fontes de energia brotam no espelho

E como raios de sol

– ou bala de revolver –

Chicoteiam pelo mundo em que habito

Disparados em sorrisos envolventes

Em dias tão escuros,

Ainda assim reluz o ouro

Característico da personalidade singular

Em passos decisivos.

 

Energia que nada move e tudo muda,

Porque a mudança faz parte da vida

E a vida parte deste universo

Que responde ao professor presença daqui.