Mar Envolvente

Em busca da terra encantada
Encontrei em curvas teus lábios
E conheci o paraíso que habita
Nesse beijo pudico, encaixado em simetria

O boa noite virou bom dia
E esses olhos se enchem de alegria
Ao saber que irá permanecer
Por longas e longas noites de prazer

Talvez assim você desbrave
Emoções desconhecidas
E descubra a sensação
De se jogar neste mar que te envolve

Anúncios

Minha Inspiração Nordestina

Um beijo leve que parece flor de laranjeira
Um beijo leve que me leva a navegar
Vem menina, vem me amar
Vem menina ver o mar

Um tom suave que combina com você
Um corpo belo de fazer enlouquecer
Dança comigo mulher
Vem me fazer sonhar

Vem menina, vem me ver
Vem menina amar o mar
Vem menina, vem me amar
Vem menina ver o mar

O Quarto

holographic-universe

Um som ecoa neste universo do meu quarto,

Ecoa… ecoa… recua à minha percepção

Milhões e milhões de vezes

Como se a origem destas estrelas

Estivesse na pequena caixa coração.

 

São flores cuspidas em sorrisos alarmantes,

Não há razão para preocupar

A música toca e os passos são lentos e rápidos

Tudo uma questão de instantes

Acontece em uma dança de pura sensualidade.

 

São planetas e constelações em plena mutação

Ou meus olhos observam cegamente um paradoxo,

Enxergam sem hesitar o vácuo de sentimentos

Existentes aqui.

São quatro paredes de muita imaginação

As guardiãs de todo esse tornado avassalador

Na clausura do calabouç0 em mim.

 

Fontes de energia brotam no espelho

E como raios de sol

– ou bala de revolver –

Chicoteiam pelo mundo em que habito

Disparados em sorrisos envolventes

Em dias tão escuros,

Ainda assim reluz o ouro

Característico da personalidade singular

Em passos decisivos.

 

Energia que nada move e tudo muda,

Porque a mudança faz parte da vida

E a vida parte deste universo

Que responde ao professor presença daqui.

Lápis e Papel

2ff262c855cb7ff3c80c7516849a7e98831e12c7_hq

O lápis e o papel

Se estranham em uma loucura

De rasgos e rabiscos

Que formavam um coração

 

Pura insensata paixão

Leviano sorriso se vê

Escancarado nos lábios secos

Da ilusão

 

Mas é pura paixão!

Ah… Pura emoção!

 

Pudera o lápis

– num toque leve de cetim –

Desenhar neste papel

Meu amor

 

Idealizo mil e uma intimidades

Recebendo a reciprocidade

Do carinho que me faço doar

Todos os dias uma dose

 

– Uma dose de carinho

E um trago de safadeza!

Tenho meus vícios

Na medida certa da felicidade.

 

A espontaneidade em elogiar

Seduz e me faz parecer narcisista,

Mas acaba que no meio de tanta gente

Reina silencioso um tanto faz

 

Um elogio, certas similaridades

Um fantástico sorriso

Uma boa referência de amizade

O destino tem dessas coisas mesmo.

 

No final,

O papel amassado, jogado

No canto da porta do quarto

Está de cor nesses lábios

Que não se importam em transmitir a mensagem

Decodificada apenas

Lábios nos lábios.

 

Na briga do lápis e do papel

Quem sai ganhando é o mundo,

Sede de mais um romance

– Prefiro sempre propagar o amor!

 

Raio de Sol

raio de sol

O raio de sol
Brilhou tanto em minhas mãos
Que ofuscou meus olhos,
Pudera mesmo era brilhar
Nos meus braços
Para a luz se propagar
Também no meu mundo…
A energia provocada
Tocou meu coração
E torcia eu,
Com toda emoção,
Retribuir o desejo
Desse despertar para a vida;
A geografia não impede
O acordar escandaloso da paixão.
São curvas delineadas
Em uma simetria de Pitágoras
– O Jônico.
Sim, há luz intensa
Nesse raio de sol que seduz
E aquece a imaginação
Desse pobre ser…
Desse louco que vos fala
De sol e sol e sol…
E só.
Que haja luz em minha vida!
Desde que seja
Deste raio de sol.

Flores do Delírio

tumblr_static_tumblr_static_6wbger5h5gcgggwcgos04gwc8_640

Mais do mesmo

É sempre assim.

Nada muda nessa voz desafinada

Em tom bucólico nessa madrugada.

Finjo não acreditar

No que estou ouvindo,

Negando qualquer taça de bebida

Que me faça embriagar.

Um blues melancólico

Toca em minha mente sem parar…

Trompete, trombeta, trombone

Tambor;

Na gritaria do saxofone à calmaria do contrabaixo

[deixo de exclamar].

Pudera ser são,

Mas esse mundo de cão

Mastiga saboreando meu coração

E as vezes gosto disso.

Só as vezes?

Nada de flores na janela hoje,

Quero conversar sobre a sociedade

Enquanto todos se calam

No meio da incessante gritaria.

Queria que tudo não fosse tão normal,

Mas não sei o que mais quero.

No meio do nada

Há solidão no tudo.

Bom mesmo é preencher esse leito

Com o calor feminino

Para nessas noites de frio

Delirar de prazer.

Antes de Dormir

Esse povo tem mania

De imaginar mil coisas.

Eu também,

Mas sou meio receoso de falar.

Talvez seja por medo

Ou pelo simples fato

De tentar ser igual a esse povo.

Sou diferente e com orgulho!

Sou curioso

E vejo o futuro!

Posso prever nas estrelas

O beijo que vou te dar,

No meio das constelações

Nessa imensidão do universo

Sem nenhum tipo de telescópio

Meus olhos conseguem te achar.

Mesmo cegos de paixão…

Isso é fenomenal

Em todos os sinônimos que puder imaginar.

Queria amar como esse povo

E ser um integrante

Dessa banda social,

Continuar tocando nesse circo

Que armaram pra me convencer

(Como dizia o poeta dos heróis).

Mas nada disso importa.

Eu só queria ser,

Não sou esse ser social

Tão boçal

Tão [in]viril.

Sou a insanidade,

A loucura dessa terra tupiniquim.

Sou a vaidade

Do orgulho que tenho de mim.

Sou a loucura no meio da hipocrisia

E intensidade

Quando meus olhos exalam paixão

E eles estão vidrados em você.

Nesse momento,

Apenas aproveite e vá embora

Sem peso, sem perda.

As raízes só servem

Para fazer o ninho do passarinho,

O resto é migração

Emoção

Inovação

Vida.

Esse povo brasileiro,

Tem mania de sambar

E de pensar em cada coisa!

Antes de dormir,

Ganho a noite com você.