Raio de Sol

raio de sol

O raio de sol
Brilhou tanto em minhas mãos
Que ofuscou meus olhos,
Pudera mesmo era brilhar
Nos meus braços
Para a luz se propagar
Também no meu mundo…
A energia provocada
Tocou meu coração
E torcia eu,
Com toda emoção,
Retribuir o desejo
Desse despertar para a vida;
A geografia não impede
O acordar escandaloso da paixão.
São curvas delineadas
Em uma simetria de Pitágoras
– O Jônico.
Sim, há luz intensa
Nesse raio de sol que seduz
E aquece a imaginação
Desse pobre ser…
Desse louco que vos fala
De sol e sol e sol…
E só.
Que haja luz em minha vida!
Desde que seja
Deste raio de sol.

Flores do Delírio

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Mais do mesmo

É sempre assim.

Nada muda nessa voz desafinada

Em tom bucólico nessa madrugada.

Finjo não acreditar

No que estou ouvindo,

Negando qualquer taça de bebida

Que me faça embriagar.

Um blues melancólico

Toca em minha mente sem parar…

Trompete, trombeta, trombone

Tambor;

Na gritaria do saxofone à calmaria do contrabaixo

[deixo de exclamar].

Pudera ser são,

Mas esse mundo de cão

Mastiga saboreando meu coração

E as vezes gosto disso.

Só as vezes?

Nada de flores na janela hoje,

Quero conversar sobre a sociedade

Enquanto todos se calam

No meio da incessante gritaria.

Queria que tudo não fosse tão normal,

Mas não sei o que mais quero.

No meio do nada

Há solidão no tudo.

Bom mesmo é preencher esse leito

Com o calor feminino

Para nessas noites de frio

Delirar de prazer.

Antes de Dormir

Esse povo tem mania

De imaginar mil coisas.

Eu também,

Mas sou meio receoso de falar.

Talvez seja por medo

Ou pelo simples fato

De tentar ser igual a esse povo.

Sou diferente e com orgulho!

Sou curioso

E vejo o futuro!

Posso prever nas estrelas

O beijo que vou te dar,

No meio das constelações

Nessa imensidão do universo

Sem nenhum tipo de telescópio

Meus olhos conseguem te achar.

Mesmo cegos de paixão…

Isso é fenomenal

Em todos os sinônimos que puder imaginar.

Queria amar como esse povo

E ser um integrante

Dessa banda social,

Continuar tocando nesse circo

Que armaram pra me convencer

(Como dizia o poeta dos heróis).

Mas nada disso importa.

Eu só queria ser,

Não sou esse ser social

Tão boçal

Tão [in]viril.

Sou a insanidade,

A loucura dessa terra tupiniquim.

Sou a vaidade

Do orgulho que tenho de mim.

Sou a loucura no meio da hipocrisia

E intensidade

Quando meus olhos exalam paixão

E eles estão vidrados em você.

Nesse momento,

Apenas aproveite e vá embora

Sem peso, sem perda.

As raízes só servem

Para fazer o ninho do passarinho,

O resto é migração

Emoção

Inovação

Vida.

Esse povo brasileiro,

Tem mania de sambar

E de pensar em cada coisa!

Antes de dormir,

Ganho a noite com você.

O Trem da Vida

O trem dispara

Impulsionado pelo piuí-piuí,

Flui pelos trilhos

Que fazem parada

Na confortável estação

Onde fazem

Embarques e desembarques

Passageiros que viajaram

Em aventuras épicas e emocionantes!

Trocam-se os passageiros

E continua o maquinista,

Talvez seja ele um ator louco

E sedento de amor…

O trem não pára para o mundo

O mundo não para o trem

E segue o fluxo,

Como o segue dama da quermesse!

O trem dispara

É sangue

Nos trilhos da vida

É veia

Rumo à estação

Coração.

Crônicas do Amor

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Em tudo que vejo

Existe uma pitada de amor.

Talvez uma dose, Um trago desse veneno

Por muitos chamados de verbo,

Por mim cotidiano.

 

Certos dias eu consigo enxergar

Com maior clareza

O amor ao meu redor,

Por muitas vezes, Me perco por ela

E na singularidade vivo loucuras

Abraçando a oportunidade

Quando realmente a tenho.

 

Em uma madrugada

Me perdi nas infindáveis estrelas

Que brilhavam em um infinito universo

Preso naquele intenso olhar.

 

A frase anterior e solteira é singular,

Pois é assim absorvido

Por este corpo que treme

Envolvido nessa vontade de amar;

Que seja por um dia

Ou pela vida inteira,

Pelo infinito conforto que esses braços

Podem provocar.

 

Sim

O amor está em qualquer lugar,

Não precisa mais ou menos amor

Precisa é na medida certa

E parte disso cabe ao nosso olhar.

Eu olho e vejo amor

Tanto aqui quanto no mar…

O cerrado seduz também

Com seus encantos

E com as curvas do sorriso

De um povo alegre

Que submete ao amor!

 

Isso mesmo,

Se submete ao amor.

 

Só sorri quem ama a vida

E só ama o próximo

Quem ama a si mesmo e a Deus.

Ah… Deus é a perfeição de amar,

Do amor

E todos os seus mínimos detalhes!

 

 

Amar. Será que amei?

Talvez por uma vez… acredito.

Já me perdi de amor por algumas mulheres

Já amei em tantas poesias

Tenho amor por poucos

E verdadeiros amigos.

Já amei acordar na areia na praia

Frente a frente aquele imensidão de água

Abraçado com o destino

Enamorado por um violão…

Amo esses traços, quase rabiscos

Que tão intensos você lê e tenta traduzir

– Será que eu consigo amar

Sem ao menos te conhecer?

 

Tenho certeza, meu Pai ensinou

Amar o próximo como a si mesmo.

Eu me amor a um ponto narcisista,

Imagine o quanto de amor

Carrego, então, em mim!

Me lembro novamente

Do universo de estrelas

Estampado na perfeição

Dos detalhes intensos daquele olhar.

Espero um dia

Cegos de paixão,

Outra subárea do amor!

Samba

Não sei muito bem

O que acontece por aqui,

Há tanto grito abafado

Silenciado.

Há o vazio,

Enfim.

Surpreendente é

O sorriso no rosto

Enquanto as lágrimas

Deveriam escorrer como rios

Chegando ao mar,

Em fúria.

Eu estou em fúria

E amargo o pesar

De frustrações

Que fortalecem o ser.

Não sou

E nunca fui tão convencido

Ao ponto de acreditar

No infinito em mim.

Sou suspiro

E garrancho de menino

Na parede da escola,

Sou o corte da memória

Levando direto ao ponto

Histórias de amor.

Por favor,

Não desvie seu olhar de mim

E da minha genialidade!

Sorria!

Sorria!

Sorria…

Deixe que passe a agonia.

Por aqui,

A morte – que dançava

Bucólico tango –

Hoje caiu no samba!

Intimida

Seu olhar me intimida

E parece ter o mesmo desejo

Que o meu,

Talvez seja isso mesmo

Ou só minha coragem

Incentivando com que

Eu converse com você.

É que minha boca

Não aguenta mais

Cruzar com a sua

E não tocar;

Uma coisa louca

Só de pensar…

Não tenha medo,

São só minhas mãos

Te abraçando pela cintura,

Nesse sonho

Que tive acordado,

Ao te observar.

Ah, mulher,

Eu sei o que eu quero

E o prazer que minha companhia

Pode proporcionar.

Falarei coisas que só você

Poderá decifrar,

Cantarei e irei acertar

Palavras belas

Em textos que não foram escritos;

Na janela do teu quarto.

Neste inverno

Não há lugar mais quente e aconchegante

Que estes braços,

Servido os mais doces sonhos

De bandeja pra você.

1001 noites de poesia

Ao seu ouvido

Ao vivo

Só para garantir o lazer,

Já vim até aqui

Agora vou beijar você.