O Trem da Vida

O trem dispara

Impulsionado pelo piuí-piuí,

Flui pelos trilhos

Que fazem parada

Na confortável estação

Onde fazem

Embarques e desembarques

Passageiros que viajaram

Em aventuras épicas e emocionantes!

Trocam-se os passageiros

E continua o maquinista,

Talvez seja ele um ator louco

E sedento de amor…

O trem não pára para o mundo

O mundo não para o trem

E segue o fluxo,

Como o segue dama da quermesse!

O trem dispara

É sangue

Nos trilhos da vida

É veia

Rumo à estação

Coração.

Crônicas do Amor

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Em tudo que vejo

Existe uma pitada de amor.

Talvez uma dose, Um trago desse veneno

Por muitos chamados de verbo,

Por mim cotidiano.

 

Certos dias eu consigo enxergar

Com maior clareza

O amor ao meu redor,

Por muitas vezes, Me perco por ela

E na singularidade vivo loucuras

Abraçando a oportunidade

Quando realmente a tenho.

 

Em uma madrugada

Me perdi nas infindáveis estrelas

Que brilhavam em um infinito universo

Preso naquele intenso olhar.

 

A frase anterior e solteira é singular,

Pois é assim absorvido

Por este corpo que treme

Envolvido nessa vontade de amar;

Que seja por um dia

Ou pela vida inteira,

Pelo infinito conforto que esses braços

Podem provocar.

 

Sim

O amor está em qualquer lugar,

Não precisa mais ou menos amor

Precisa é na medida certa

E parte disso cabe ao nosso olhar.

Eu olho e vejo amor

Tanto aqui quanto no mar…

O cerrado seduz também

Com seus encantos

E com as curvas do sorriso

De um povo alegre

Que submete ao amor!

 

Isso mesmo,

Se submete ao amor.

 

Só sorri quem ama a vida

E só ama o próximo

Quem ama a si mesmo e a Deus.

Ah… Deus é a perfeição de amar,

Do amor

E todos os seus mínimos detalhes!

 

 

Amar. Será que amei?

Talvez por uma vez… acredito.

Já me perdi de amor por algumas mulheres

Já amei em tantas poesias

Tenho amor por poucos

E verdadeiros amigos.

Já amei acordar na areia na praia

Frente a frente aquele imensidão de água

Abraçado com o destino

Enamorado por um violão…

Amo esses traços, quase rabiscos

Que tão intensos você lê e tenta traduzir

– Será que eu consigo amar

Sem ao menos te conhecer?

 

Tenho certeza, meu Pai ensinou

Amar o próximo como a si mesmo.

Eu me amor a um ponto narcisista,

Imagine o quanto de amor

Carrego, então, em mim!

Me lembro novamente

Do universo de estrelas

Estampado na perfeição

Dos detalhes intensos daquele olhar.

Espero um dia

Cegos de paixão,

Outra subárea do amor!

Samba

Não sei muito bem

O que acontece por aqui,

Há tanto grito abafado

Silenciado.

Há o vazio,

Enfim.

Surpreendente é

O sorriso no rosto

Enquanto as lágrimas

Deveriam escorrer como rios

Chegando ao mar,

Em fúria.

Eu estou em fúria

E amargo o pesar

De frustrações

Que fortalecem o ser.

Não sou

E nunca fui tão convencido

Ao ponto de acreditar

No infinito em mim.

Sou suspiro

E garrancho de menino

Na parede da escola,

Sou o corte da memória

Levando direto ao ponto

Histórias de amor.

Por favor,

Não desvie seu olhar de mim

E da minha genialidade!

Sorria!

Sorria!

Sorria…

Deixe que passe a agonia.

Por aqui,

A morte – que dançava

Bucólico tango –

Hoje caiu no samba!

Intimida

Seu olhar me intimida

E parece ter o mesmo desejo

Que o meu,

Talvez seja isso mesmo

Ou só minha coragem

Incentivando com que

Eu converse com você.

É que minha boca

Não aguenta mais

Cruzar com a sua

E não tocar;

Uma coisa louca

Só de pensar…

Não tenha medo,

São só minhas mãos

Te abraçando pela cintura,

Nesse sonho

Que tive acordado,

Ao te observar.

Ah, mulher,

Eu sei o que eu quero

E o prazer que minha companhia

Pode proporcionar.

Falarei coisas que só você

Poderá decifrar,

Cantarei e irei acertar

Palavras belas

Em textos que não foram escritos;

Na janela do teu quarto.

Neste inverno

Não há lugar mais quente e aconchegante

Que estes braços,

Servido os mais doces sonhos

De bandeja pra você.

1001 noites de poesia

Ao seu ouvido

Ao vivo

Só para garantir o lazer,

Já vim até aqui

Agora vou beijar você.

Gente

Antes tinha medo da morte

Hoje uma atração sedutora por ela

Quase uma utopia

Quase uma paixão

Tão fulminante quanto infarto

Interessante…

Afinal, o que quer que eu diga?

Foste tu,

Alma perdida

Suplicando pela pena

Dos olhares cruéis

Desse desinteresse social.

Brasil,

Um país sem igual!

E Antônio chamou

O tal deputado de ladrão

E este sorriu!

Sorriu tanto que contagiou o país!

Não é que pouco tempo depois

Se tornou presidente…

Antônio nele votou

E ainda lhe presenteou

Com uma caixa de pasta de dente!

(Branco absoluto,

Ele pensou)

Para manter o sorriso bonito

Daquele cara que mente.

O que se passa nessa mente?

Demente.

O que se passa nessa vida?

Fico doente…

Justamente por isso

Antes eu tinha medo da morte

Hoje eu tenho dos dentes.

Ou da dor de dente,

Tenho mesmo medo

De gente.

Quintal


Molhando a grama

Por quilômetros sem parar

Veio a sede

Sede de amar
Não haviam flores no chão

Muito menos

Inspiração para a canção

Que estaria por ser cantarolada
Molhava a grama com o suor

Dos dias de trabalho a fio

Tentando encontrar a paz

Em covil de cobra criada
O sorriso onipresente

Atraiu vários sorrisos,

Muitos murchos

Muitos sem sal

Alguns de hipocrisia

Com um toque de igualdade
Algo fantástico brilhava de longe,

Aos poucos o jardineiro foi chegando

Se aproximando e apaixonando…

Era um sorriso sem igual

Ímpar, singular

Prazeroso em se perder,

Perigoso…
O sorriso da flor

Que morava sozinha em seu jardim,

Não queria mais sair dali.

Não se sabe se são seus braços

Ou o perfume,

Pudera o beijo espetacular?

Pensar nisso já é normal!
Em dois dias

Aquele jardim

Se tornou o quintal do coração.